Conversa de policial com suspeito via Google Tradutor é invalidada por juiz
Policial nos EUA pediu permissão para fazer uma busca dentro do veículo de um mexicano que não falava inglês

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Um juiz norte-americano julgou nesta semana que o Google Tradutor não é uma fermenta confiável o suficiente para ser utilizada por um policial a fim de pedir permissão de um suspeito para fazer uma busca em seu carro.
Com isso, todas as acusações contra Omar Cruz-Zamora, um mexicano que carregava 6,3 kg de cocaína e metanfetamina em seu veículo, serão anuladas. Cruz-Zamora não fala inglês, mas estava nos EUA com um visto legal dirigindo um carro que havia comprado no país e pretendia levar ao México. Ele foi parado por um policial que não falava espanhol, mas o oficial resolveu se comunicar com o suspeito através do Google Tradutor.
Aparentemente, a comunicação entre os dois foi bem-sucedida até certo ponto, mas o mexicano parece não ter entendido alguns detalhes, especialmente quando o policial pediu para fazer uma busca dentro de seu carro. Legalmente, o oficial teria que ter obtido permissão para tal, mas sua pergunta via Google Tradutor não teria sido traduzida adequadamente pelo app.
Ele queria fazer uma busca dentro do carro, mas a tradução dizia que o policial queria buscar ou encontrar o carro
De acordo com informações do Quartz, o policial teria feito a pergunta “Can I search the car” em inglês através do Google Tradutor. A ferramenta, contudo, traduz essa frase como “Puedo buscar el auto?” em espanhol. Apesar de a tradução estar correta, ela não tem o significado que o policial pretendia dar. Ele queria fazer uma busca dentro do carro, mas a tradução dizia que ele queria buscar ou encontrar o carro.
Além dessa confusão, Cruz-Zamora ainda teria explicado ao policial em múltiplas ocasiões que não estava entendendo algumas questões, o que deveria ter indicado ao oficial que a situação não era ideal. Nesse caso, a alternativa seria chamar um tradutor da polícia para conversar com o suspeito. Não fazendo isso, o oficial não conseguiu explicar a situação adequadamente para Cruz-Zamora, tampouco deixou claro quais seriam seus direitos. Por isso, o juiz considerou a ação policial ilegal, o que acabou salvando o suspeito das acusações de tráfico de drogas.